Ruralista propõe lei com a “solução” para dengue e zika: fumacê aéreo
OutrasPalavras
Publicado 01/01/1970 às 00:00
Aviação agrÃcola
Colatto leva proposta ao Ministério da Saúde para combater o mosquito da dengue
Além de documentos com pareceres técnicos informando da eficácia no uso de aviões para liberar inseticidas, o parlamentar apresentou emenda à MP 712/2016 que prevê ações de combate ao mosquito da dengue
 Santa Catarina 3/2/2016 – O combate ao mosquito aedes aegypti, causador da epidemia da dengue, além do surto de Zika vÃrus e Chikungunya, que assombram o Brasil, pode ter a aviação agrÃcola como aliada. A proposta elaborada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação AgrÃcola (Sindag) e encaminhada ao Ministério da Saúde (MS) pelo deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) prevê que aviões usados para pulverizar defensivos agrÃcolas sejam utilizados para fazer o fumacê aéreo nas cidades. Colatto, que é engenheiro agrônomo, recebeu a visita dos técnicos do Sindag, e do também assessor técnico Eduardo Cordeiro de Araújo, em dezembro, quando levou a proposta ao Ministério da Saúde, porém, ainda aguarda posicionamento. “Inseto se combate com inseticida e o mosquito é inseto e não é vÃrusâ€, destaca. Segundo ele, oferece-se a aviação agrÃcola e os defensivos agrÃcolas para combater o mosquito da dengue no paÃs. “É a agricultura trazendo uma alternativa para salvar o Brasil da dengueâ€, destacou o parlamentar em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na terça-feira 3/2 a espera de um retorno do MS. Nesta semana, o governo editou a Medida Provisória (MP) 712/2016 que reforça o combate ao mosquito aedes aegypti. Como forma de viabilizar o fumacê por via aérea, o deputado Valdir Colatto apresentou emenda à MP 712/2016, que inclui a aplicação de inseticidas por meio de aeronaves dentre as formas de ação. A ideia é aplicar pelo ar o mesmo inseticida hoje usado em terra nos chamados fumacês. “A vantagem da aplicação aérea é a possibilidade de atingir fundos de terrenos baldios e áreas longes do alcance das caminhonetes e equipes que hoje visitam e aplicam os produtosâ€, explica o deputado Colatto. O uso de aviões para combate a mosquitos é comum nos Estados Unidos e em diversos paÃses da América Latina, como o México. No Brasil, a técnica também já foi utilizada. Em 1975, os aviões agrÃcolas foram responsáveis pela eliminação dos focos de mosquitos culex na região da Baixada Santista, em São Paulo. Na época, com três aplicações em quatro semanas, a estratégia acabou com um surto de encefalite que assolava municÃpios como Mongaguá, Itanhaém e PeruÃbe. O Sindag vem insistindo na proposta, e, segundo eles, sempre é ignorado pelo governo federal e com forte resistência das autoridades que coordenam o Programa Nacional de Controle da Dengue. Apesar disso, o Sindag emitiu considerações sobre a nota técnica que restringe o uso de aplicações aéreas de inseticidas por aeronaves no controle de surtos de dengue. A expectativa é de agora, depois do PaÃs fechar 2015 registrando mais de 1,5 milhão de casos de dengue no ano, e com o risco também da chikungunya, do vÃrus zika e agora da febre da floresta, a proposta receba a devida atenção. Em Santa Catarina, dados apontam 3.605 casos de dengue em 2015. DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: a febre do Zika vÃrus é uma doença causada pelo vÃrus Zika transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o aedes aegypti, infectado. A febre Chikungunya, é uma infecção viral causada pelo vÃrus Chikungunya, também transmitida pela picada da fêmea do mosquito aedes aegypti infectada pelo vÃrus.  (discurso na Câmara dos Deputados em Anexo) (Documento de emenda a MP 712/2016 em anexo) (Fotos em anexo) ___________________________ Assessoria de Imprensa – Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC) Chapecó (49) 3328 1516 e (49) 9129 9200 – Veruska Tasca BrasÃlia (61) 3215 5516 e (61) 8157 3016 – Aline RechmannOutras Palavras é feito por muitas mãos. Se você valoriza nossa produção, contribua com um PIX para outrosquinhentos@outraspalavras.net e fortaleça o jornalismo crÃtico.
