E se os manifestantes assumissem a estética RosaChoq?

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Foto: Cris Faga

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Linguagem criada por ativista paulistano serve para uma reflexão sobre a estética dos protestos pelo Brasil; seria uma forma de expor ao ridículo a violência policial?

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A foto acima é de Paulo Gomes, mais precisamente de Paulinho Fluxus, um artista plástico conhecido em alguns círculos de ativistas em São Paulo por promover o rosa como cor-símbolo de suas manifestações. O seu Tanq_ROSA Choq já esteve em protestos na USP, onde se formou e onde analisou a estética dos próprios atos, e em diferentes pontos da metrópole.

Em tempos de agressão e repressão policial acirrada, contra manifestantes (pacíficos ou não) e transeuntes, fica a pergunta: está faltando arte e humor nos protestos contra aumento de tarifa? Os protestos que ajudaram a derrubar Fernando Collor, em 1992, não tinham só caras pintadas. Tinham teatro, bonecos, cartazes criativos – que resistem apenas residualmente nos atos atuais. A polícia baterá na TropaRosaChoq?

Para os próximos atos, Fluxus está organizando o ROZA Bloq, uma paródia dos black blocs. Que não se conclua que ele e os simpatizantes dessa estética estejam apenas de zoação, sem seriedade. Eles comungam das causas agrupadas pelo Movimento Passe Livre e têm histórico coerente em manifestações diversas – ele mesmo foi preso, em 2011, durante reintegração de posse da reitoria da USP.

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Mas enxerga o mundo de modo diverso. Com outro tipo de enfrentamento. “Em meio a esse mar de sangue, mar de lama, nesse clima de férias, agarrei um salva-vidas, um óclinhos, respirei fundo, vesti o Tanq_ ROSA Choq_ e fui enfrentar a previsão do tempo”, escreveu ele, em referência também à lama da Samarco em Mariana (MG). “Enxurrada policial pra brotar medo!”

Ele conta que a reação foi ótima, com criação de “atos dentro do ato”. Por isso, agora, a proposta de reunir o ROZA BLOQ, com cada um levando “um disparo estético”. “Quem não quiser se montar pode trazer seu nano-disparo [paródia rosa-choque de uma arma] pra inserir fotos, pode trazer câmeras pra filmar e apoiar as ações!”

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